UM BLOG APOIADO PELO INSTITUTO FRANCISCO SÁ CARNEIRO

11
Jul 09

Numa recente intervenção pública, o Primeiro-Ministro afirmou que "Portugal precisa do Estado. Portugal precisa das forças políticas que não têm medo, nem preconceito, relativamente à iniciativa do Estado".

Esta frase sintetiza muito do pensamento político do actual Partido Socialista. E é mais um exemplo das diferenças entre o PS e o PSD.

Com a justificação da crise que vivemos, e optando pelo caminho mais fácil, o PS parece querer esmagar a sociedade civil, dando cada vez maior peso e maior intervenção ao Estado em vários domínios e de forma, muitas vezes, arbitrária.

Mas não se pode olhar para o actual momento, e fazer o que é mais fácil e mais agradável. Temos de preparar o futuro.

É fundamental garantir que as medidas a tomar hoje nos tornam mais fortes e mais capazes para encarar o amanhã.

Isso não será possível se sairmos desta crise com uma sociedade ainda mais esmagada pelo peso do Estado. Não estaremos melhor preparados para o futuro, se esse futuro passar por uma atitude de permanente intervencionismo do Estado, numa lógica quase paternal e muitas vezes asfixiante.

Não significa isto que ao Estado não cabe um importante papel, nalguns casos até de intervenção, na nossa economia.

Mas temos de dar espaço, criar condições e fomentar a iniciativa da sociedade civil.

Temos de saber valorizar e potenciar o papel das pessoas, da sua capacidade, da sua vontade. Importa reforçar a sociedade civil, acreditando na liberdade, e responsabilidade, das pessoas para definir o seu futuro.

Com uma sociedade civil mais forte, mais capaz, mais empreendedora, o País será, inevitavelmente, mais coeso e terá um futuro melhor e mais sustentado.

Portugal precisa da sociedade civil, das pessoas.

Portugal precisa das forças políticas que não têm medo, nem preconceito, relativamente ao papel da sociedade civil, da iniciativa privada, no delinear do futuro colectivo.

Esta é uma diferença de fundo, entre o PS e o PSD, e que faz toda a diferença, nas decisões que se terão de tomar no futuro próximo.

publicado por Goncalo de Sampaio às 12:57

comentário:
Precisamos de um melhor Estado: mais organizado, mais efeciente, com melhores profissionais, com uma estrutura mais racionalizada e virada para o cumprimento do seu papel e satisfação da população, com menos funcionários.

Precisamos de um estado que avalie sistemáticamente os seus funcionários, que seja inovador, que não substitua os agentes económicos mas os apoie. Não queremos um estado que retire massa critica a Portugal. E isto não temos.

Precisamos de uma nova atitude. Temos de ser responsáveis pelo que fazemos, temos de ser pró activos.

O estado, só a titulo de exemplo, a que chegou a Justiça em Portugal é um bom sinal que nos mostra que estamos muito longe de termos o que precisamos.
Temos navegado por uma rota oposta àquela que devíamos estar a seguir.

Temos de ter um projecto de médio e longo prazo e temos de o querer fazer.

57fpts7
Pedro Monjardino a 11 de Julho de 2009 às 18:49

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