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10
Jul 09

«Alargar, progressivamente, o regime de liberdade de escolha, dentro e fora do sistema público, permitindo ao beneficiário escolher o seu médico, o seu centro de saúde e o seu hospital, seguindo o exemplo bem sucedido da Dinamarca, que em 2002 estabeleceu a liberdade de escolha entre hospitais públicos e privados com o objectivo de reduzir as listas de espera e incrementar a competição salvaguardando, naturalmente, as diferenças culturais dos dois povos que são significativas. Neste sistema, passados dois meses desde o momento de referenciação até o início do tratamento, o doente pode optar pelo operador que desejar.

Também no Reino Unido foi implementado um processo gradual de liberdade de escolha iniciado em 2000 e que culminou, em 2008, com resultados excepcionais ao nível da redução das listas de espera. Hoje em dia, a demora média não excede mais de 18 semanas entre a consulta de especialidade, o diagnóstico e a cirurgia ou tratamento. Pretende-se, pois, democratizar a liberdade de escolha que já existe em boa parte para os funcionários públicos e para quem a pode suportar, aproveitando os enormes benefícios que um sistema competitivo pode proporcionar.»

 

Análise e propostas do IFSC para a Saúde.

publicado por Manuel Pinheiro às 00:58

comentário:
Não acredito na utilidade da opinião pela opinião. Para ela se traduzir num projecto que possa orientar a acção política (e sem isso a política é pouco mais do que entretenimento) são exigíveis duas condições: o controlo de instrumentos de análise que permitam olhar com equilíbrio, seriedade e responsabilidade para o real; e um conhecimento empírico consistente dos terrenos que se pisam. É por isso que a proposta do IFSC para a Saúde deixa-me particularmente agradado. Mostra um trabalho de análise sério que permitirá sustentar a acção política. É um documento extenso? Ainda bem! Até porque não é um programa eleitoral. Ele não se orienta para o markting (e não atribuo a isso qualquer conatação pejorativa em si), mas o texto para a Saúde mostra o valor insubstituível da massa crítica do PSD. Não estou preocupado com o facto do que aqui se propõe seja revertido integral ou parcialmente no programa eleitoral de 2009. É suficientemente bom o facto de o texto demonstrar um trabalho de reflexão consequente, a que não se chega do pé para a mão, e que seguramente travará no futuro promessas feitas sem cuidado e/ou em cima do joelho. Se o IFSC é essencial na estrutura política do PSD, é isso que virá a acontecer. De resto, aguardo a divulgação de textos sólidos como este para outras áreas-chave da governação como a Justiça, a Administração Interna, a Educação. Entre outras. Em resumo, o PSD não pode pensar «pela rama» aquilo que é essencial para o País e aqui está um excelente exemplo de um Partido que pensa, discute, lê, analisa, escreve, propõe, recorrendo à sua massa crítica. Mesmo que tudo seja discutível, há um óptimo ponto de partida que colocará a discussão num nível superior. Há outro caminho para a dignificação e qualificação da política e da democracia? Em política a leitura e a escrita têm de ser mais valorizadas.
Gabriel Mithá Ribeiro a 10 de Julho de 2009 às 16:55

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