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09
Jul 09

O Partido Socialista e os seus defensores têm tentado implementar uma ideia que não é pioneira no meio da discussão politica. Eles são os partido da acção, e os outros são da inacção. José Gomes André há dias resumia bem esta lógica do Partido Socialista, onde contava que Carlos Zorrinho, destacado dirigente socialista, resumia as diferenças entre os partidos desta forma: Acção Vs Inércia. Esta lógica, que não passa de propaganda desmontável, pretende transmitir a mensagem que eles são os dinâmicos, os voluntariosos e os progressistas, e os outros são os “bota-abaixistas” (para usar a expressão preferida de José Sócrates), os maldizentes e os estáticos.

Dentro desta lógica lastimável, José Sócrates veio ontem anunciar que o próximo combate eleitoral será “uma questão de atitude”, uma escolha entre “quem tem confiança no pais, vontade e ambição” e quem faz da “resignação, pessimismo e negativismo “uma linha politica”. A lógica mantém-se desde o período anterior à derrocada nas eleições europeias, e que estava resumida naquele cartaz delicioso “Nós combatemos a crise, os outros combatem-nos a nós”. Nada mais prepotente e arrogante, mas deste PS nada surpreende.

A manutenção desta atitude demonstra uma tentativa despudorada em desviar as atenções dos eleitores. Nesta próxima campanha eleitoral, e depois de mais de quatro anos a governar em maioria absoluta, o que vai estar em avaliação são os resultados da acção socialista. E aí, o saldo não poderia ser mais negativo. Já vários diagnósticos foram feitos, mas o mais relevante e marcante é que Portugal não conseguiu sequer aproximar-se dos níveis de desenvolvimento da União Europeia, como se comprova aqui. Isso é o sinónimo de uma governação falhada e longe das promessas de Sócrates em 2005. Esta campanha eleitoral, como não poderia deixar de o ser, será também uma forma de avaliar o que foi feito pelo PS. Por muito que eles desejem fugir dessa apreciação.

A segunda componente desta campanha eleitoral versará sobre a discussão em redor dos projectos políticos dos vários partidos. E aí, mais uma vez os socialistas estão equivocados. Os portugueses vão ter a oportunidade de escolher entre as mesmas soluções que foram testadas nos últimos anos, e com os resultados conhecidos, e as opções alternativas protagonizadas pelo PSD. Não é uma questão de atitude, ou de propaganda. Será mesmo de politicas e projectos para o país.

Lamento que o PS tenha enveredado por desclassificar o debate politico, ao simplificá-lo desta forma, ao ponto de palavras como “negativismo” e “bota-abaixismo” fazerem parte da play list de qualquer socialista que se preze. Mas também evidencia o nível, ou a falta dele, que o PS pretende implementar na arena.

Também aqui.

publicado por Nuno Gouveia às 12:27

comentário:
Bem visto!!!!!
amferreira a 9 de Julho de 2009 às 21:27

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