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08
Jul 09

Portugal afirmou-se como Nação independente, primeiro de Castela e depois de Espanha, sempre que se virou para o Mar. Não é, por isso, por acaso, que mantemos com Inglaterra a Aliança mais antiga e não será também por acidente que somos o único Estado na Península Ibérica que fugiu ao domínio espanhol.

A entrada de Portugal na democracia, na década de 70 do século XX, afastou-nos das nossas parcerias naturais. Desligámo-nos de África, distanciámo-nos do Eixo Atlântico e apostámos na Europa. Os resultados estão aquém do que seria esperado.

Hoje, com os olhos voltados para o futuro, continuamos a não ver as lições do passado. Numa Europa cada vez mais interdependente e falida, Portugal mantém, em alianças estratégicas, parcerias e presença em organizações internacionais, uma crescente ligação ao país vizinho.

Portugal e Espanha estão juntos na UE, na NATO, apenas para citar os mais mediáticos, realizam reuniões ibéricas e conseguem mesmo ter cimeiras com os países da América do Sul, que, honestamente, penso que têm servido mais para a Espanha entrar no Brasil e muito pouco para Portugal conseguir novos mercados na América Latina (mesmo na Venezuela, o marketing não consegue apagar o insucesso mútuo que se transformou esta pseudo–parceria).

O que nos leva à pergunta de um milhão de dólares. Qual a possibilidade de Portugal se afirmar e destacar internacionalmente?

A meu ver, pelo Mar. No passado, Portugal distinguiu-se porque teve a audácia de enfrentar, literalmente, ventos e marés, e dar novos mundos ao mundo. Hoje essa herança resume-se ao respeito institucional de sermos a Marinha mais antiga do Mundo no activo e, como tal, com direito de precedência nos portos internacionais. Chega? Claro que não!

Portugal deve reencontrar-se com o seu passado. Deve reeditar uma aproximação a África, à Ásia e às Américas. Temos História. Temos know how. Falta-nos coragem e vontade.

Ainda vamos a tempo?

publicado por Francisco Mota Ferreira às 12:17

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