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07
Jul 09

Permanece há muito a convicção de que a riqueza do país depende de investimentos públicos avultados para que se crie riqueza. Há ainda a crença de que esses investimentos públicos distribuem a riqueza entretanto criada. Infelizmente, na medida em que há anos que pagamos caro estes erros, o engano tem sido fatal.

Em todas as obras públicas, têm de ser pesados os seus prós e contras. Por vezes, num país com grande falta de infra-estruturas, as vantagens superam os inconvenientes. Nas restantes, nem por isso. Quando um governo, como pretende o PS, aposta o crescimento económico na construção de auto-estradas, pontes, um linha de TGV e um aeroporto novo, esse governo afunila o país num projecto de sentido único. Escolhe e incentiva as empresas de construção em detrimento de outras a quem são infligidos impostos altos, outras que terão de concorrer com o Estado no acesso ao crédito bancário. Privilegia um emprego em áreas concretas, dificultando o livre desenvolvimento das demais, talvez mais desejadas e necessárias, possivelmente, porque livres e espontâneas, mais duradouras e consistentes. 

Dificulta ainda a distribuição de riqueza, quando cobra impostos no país inteiro para financiar obras de benefício localizado. Obras, de dimensão tal, que contrariam em absoluto as políticas do mesmo governo que procuram que os cidadãos não abandonem o interior do país e criem empresas inovadoras. Complica a distribuição da riqueza pois os investimentos em grandes empreendimentos favorece as maiores empresas, com prejuízo das pequenas impedindo a mobilidade, o desafogo e um ambiente económico desimpedido e saudável, condições indispensáveis para um país mais justo.
 

publicado por André Abrantes Amaral às 14:10

comentário:
Concordo plenamente com o q diz, porque estas grandes obras são feitas recorrendo muitas vezes a empresas internacionais ou a custa de mão-de-obra por vezes estrangeira ilegal que manda dinheiro para fora do país ou por subempreiteiros que são espremidos até ao cêntimo. Estas grandes obras apenas enriquece alguns. O governo devia ajudar as pequenas e médias empresas, essas sim é que representam o tecido empresarial português e suportam o mercado de trabalho do nosso pais.
Helder Pestana a 7 de Julho de 2009 às 22:38

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