UM BLOG APOIADO PELO INSTITUTO FRANCISCO SÁ CARNEIRO

21
Set 09

O processo começou durante o cavaquismo, com crescimento económico forte, taxas efectivas progressivamente mais baixas no crédito à habitação e com umas mais ou menos bonificações. A expectativa de um país alinhado com uma certa ideia de Europa e prosperidade enraizou-se. Com Guterres, mesmo com a travagem do ritmo de convergência face à Europa, o euro criou condições de crédito favoráveis para as famílias e estas, sobretudo as jovens, endividaram-se. A ideia era mais ou menos esta: comprar casa é caro, mas é um investimento, o meu rendimento hoje com os meus 25 ou 26 anos não é muito elevado, mas daqui a 5 ou 10 anos será muito mais alto, pelo que o sacrifício que se faz agora desaparece com o crescimento do rendimento disponível. Década e meia depois de socialismo quase ininterrupto sabemos onde estamos: não só o rendimento das famílias não subiu especialmente nos jovens como há um problema de empregabilidade e de qualidade, a vulga "precariedade". A geração recibo verde sabe isto melhor do que ninguém, a qualificação não garantiu nem rendimentos crescentes nem continuidade na empregabilidade. No meio de tudo isto, até admira a coragem dos números da natalidade, parte dela apenas possível por apoio dos pais e avós.

É sobretudo esta herança que vai a votos no Domingo, com a hipótese séria de uma mudança, que, com a modéstia necessária na política e nas suas possibilidades, possa dar o seu contributo para recolocar o país a crescer a níveis decentes.

publicado por Manuel Pinheiro às 23:43

comentário:
Esta não é a geração rasca mas diria mesmo que existe heroísmo nesta geração.
Temos apostado na Famiilia como meio de realização pessoal contra tudo e contra todos e com muitos sacríficos .
Esta é a nossa geração e o nosso momento está a chegar.
Abel Mascarenhas a 22 de Setembro de 2009 às 01:58

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