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12
Set 09

Ao fim de oito debates, já podemos ter algumas certezas. O modelo funcionou, o recurso sempre ao mesmo cenário deu-lhe coerência e permitiu que nos concentrassemos nos conteúdos, nas prestações dos adversários políticos.

Este exercício obrigou os partidos e os seus líderes a prepararem-se tecnica e estrategicamente para esses debates. O que nos leva a outra questão: os líderes partidários estão hoje sujeitos a um grau de exigência muito maior do que no passado. Têm de dominar as matérias, o conteúdo, e simultaneamente a forma como as comunicam.

Os debates têm sido vistos com boas audiências e muito comentados, provando que quando o conteúdo é bom e os protagonistas são bons, as pessoas seguem o enredo com interesse. O sucesso dos debates só beneficia a democracia.

Face ao nível de exigência colocado, pergunto: poderão os líderes partidários não ser profissionais? Olhando para os líderes que temos, vemos que essa é a tendência. Por um lado, pensamos que esse pode ser um caminho perigoso, que leve à excessiva dependência de uma carreira política; por outro, quando vemos um líder menos bem preparado, ou que não conheça as matérias, ou não comunique da melhor forma, de imediato sentimos que não está a desempenhar bem a sua função.

Francisco Louça percebeu, como nenhum outro político em Portugal, esse momento de transição que vivíamos. Percebeu que podia ter imenso sucesso, e sucesso político, mesmo com um velhinho programa encapotado de transformar o país numa ditadura do proletariado. É um homem profundamente inteligente, bastava-lhe trabalhar imenso, continuar a ser demagogo e usar com desenvoltura os mecanismos da comunicação.

Contou com a complacência e benevolência dos meios de comunicação social que trataram o BE com enlevo e o promoveram descaradamente e ainda com a displicência dos partidos na AR. O resultado está à vista. O BE prepara-se para ser a terceira força política mais votada nas legislativas.

Ontem, ouvindo pela enésima vez a defesa da abolição da propriedade privada e o primado absoluto do Estado, senti-me profundamente asfixiada.

 

publicado por Sofia Rocha às 15:37

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