UM BLOG APOIADO PELO INSTITUTO FRANCISCO SÁ CARNEIRO

11
Set 09

Portugal está asfixiado pelo Estado. Há anos que esta situação se mantém, nos queixamos e pouco ou nada se altera. Para mudarmos esta realidade, para conseguirmos uma economia virada para a criação de emprego, vamos ter de assumir outra forma de estar na vida. Enaltecer o empreendedor, não invejar o sucesso alheio. Aceitar o risco. Querer escolher. Assumir a responsabilidade da escolha. Alcançar o verdadeiro sentido da liberdade. Não pedir ao Estado o que pode ser feito por nós. A verdadeira mudança, que nos permitirá viver melhor, começa no nosso íntimo e não no governo. Enquanto não atingirmos isto, não sairemos daqui.

publicado por André Abrantes Amaral às 11:48

comentários:
Exorbitando das suas funções essenciais, o Estado deixou de dar a devida atenção a estas; alargando o seu domínio a funções acessórias, exerce-as mal, por não estar para tal vocacionado.
A consequência é o mau serviço público que temos, apesar do crescimento vertiginoso do seu custo e dramático é que nem as funções de soberania o Estado desempenha com competência.
Pelo que, com excepção das funções soberanas, essas a cargo do Estado, os serviços públicos deveriam ser desenvolvidos por quem o faça melhor e mais barato. Repito, com mais qualidade e mais barato.
Ainda agora saiu um estudo sério e credível do Dr. Mendes Ribeiro referente à área da saúde: "em 2007, um doente tratado pelo SNS custava 983 euros e tratado pela ADSE custava 780 euros.
Creio ter sido o Prof. Mendes Adelino que também comparou os custos da gestão privada do Amadora Sintra com os custos de um outro hospital de referência do Estado, sendo os primeiros mais baixos. Com igual ou superior qualidade.
Claro que o Estado não se demitiria, deveria mesmo fortalecer a sua função fiscalizadora e reguladora. e ser intransigente nas penalizações, à mínima falta de cumprimento. Com qualquer Estado sério faz.
a. pinho cardão a 11 de Setembro de 2009 às 19:35

concordando no essencial: e vê algum partido propor tal coisa? Ou ser capaz de gerir tal processo de mudança... de mentalidades?
Eu não... infelizmente... O Moscardo
O Moscardo a 11 de Setembro de 2009 às 20:07

Caro Moscardo:
De facto, não vejo. Lamentavelmente!...E aí está uma questão onde o PSD terá que marcar posição de liderança, se pretender protagonizar as mudanças de que Portugal necessita. São as lideranças fortes que levam à alteração das mentalidades.
a. pinho cardão a 11 de Setembro de 2009 às 23:06

O estado. O estado não existe. É apenas a sociedade civil organizada de outra forma. De uma forma que institucionaliza a corrupção, o tráfico de influências, o abuso de poder. Porquê. Porque enquanto gestores da nossa própria esfera de interesses regemo-nos por critérios de oportunidade egoísta. Sempre. Mais ou menos elásticos. Mas não pode deixar de ser assim. Faz parte do nosso instinto de sobrevivência. É deve ser assim. É essa característica que nos faz competir, ter ambição e progredir. Claro que tem implícita alguma dose de instabilidade, violência e imprevisibilidade. Mas é para corrigir essa parte da convivência social que o estado deve existir. Para definir as regras, garantir que todos as cumprem e fiscalizar o seu cumprimento. Não pode ser autor, actor e polícia em simultâneo. Não pode ser o garante da liberdade individual e querer definir que tipo de cultura deve vigorar na mente de cada um. Não pode existir para nos vender ilusões colectivas. Cada um tem que ir em busca das suas próprias ilusões. Não das que o estado constrói para nós. Este só tem que garantir que tudo está montado para cada um poder atingir as suas de forma livre e autónoma.
carlos a 15 de Setembro de 2009 às 14:48

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