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10
Set 09

 

Ao contrário do que parece poder depreender-se do comportamento de muitos dos que nos governaram nos últimos 30 anos, a Despesa Pública tem de ser financiada. E, no final, as fontes vêm sempre do bolso de todos nós: ou do nosso património colectivo (venda de activos públicos) ou das nossas finanças pessoais (impostos actuais e futuros). É por isso, que para quem não tem uma visão marxista do Mundo e da sociedade não é possível admitir-se algo que não o máximo rigor e parcimónia no uso dos recursos que o colectivo solicita a cada um. 
Assim sendo, e no actual contexto de desmando e descontrolo a coberto da luta à crise (que deve passar também por investimento público, desde que este permita ganhos de produtividade e origine um contributo, ainda que indirecto, para reduzir a nossa dívida externa a prazo) é crucial que se levantem vozes autorizadas contra o logro do investimento improdutivo, do puro desperdício e das suas consequências. As afirmações da dra. Ferreira Leite esta quinta-feira na Câmara dos TOC sobre a necessidade de controlar a Despesa Pública (não se trata de deixar de fazer investimento público reprodutivo) são um sinal necessário e um compromisso fundamental. Como disse, é crucial que se criem as condições para em tempo baixar os impostos que oneram a actividade das empresas e a nossa capacidade de investir e prosperar.
(também no Correio da Manhã, na coluna Economia Livre)
publicado por António Nogueira Leite às 23:07

comentário:
Mesmo nos tempos que correm nunca peca por excesso insistir nesta tecla da imperiosa necessidade de diminuir a despesa pública, que vem exigindo e sorvendo cada vez mais recursos aos agentes económicos, empresas e particulares, prejudicando, em troco de nada, a actividade económica, impedindo investimentos em novos equipamentos, na formação, na organização empresarial, em suma, prejudicando a competitividade. O Prof. Nogueira Leite felizmente está nessa linha e a sua capacidade de influência e persuasão é inestimável. Mas há que dar o passo seguinte. Esse passo consiste em não condicionar a descida dos impostos à descida da despesa. Porque esta nunca desce. Aliás, nos últimos 4 anos, subiu sempre, em termos nominais, em termos reais e em termos de PIB. E subiu sempre, porque sempre teve o respaldo da subida de impostos. Há que lhe tirar esse respaldo, diminuindo efectivamente e autonomamente os impostos. É a aforma de diminuir a despesa. Quem não tem dinheiro começa a cortar nos vícios.
Dir-se-à que não, não pode ser assim, mas essas reticências não me parecem nem a atitude lógica nem racional. Porquê? Porque até agora nunca produziu o efeito pretendido, ou o efeito que se diz pretender. É, pois, a altura de ser minimamente racional e mudar. O politicamente correcto está a afundar este país.
a. pinho cardão a 12 de Setembro de 2009 às 15:40

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