UM BLOG APOIADO PELO INSTITUTO FRANCISCO SÁ CARNEIRO

03
Set 09

No final do séc. XX entrou no vocabulário de muitos, nomeadamente os mais interessados em questões ambientais, o conceito de "pegada ecológica". Após várias evoluções o conceito "pegada ecológica" é hoje usado como indicador de sustentabilidade ambiental, permitindo aferir as consequências e custos ambientais de várias opções ou comportamentos.

Também na actividade político-partidária seria interessante introduzir, em termos mais vastos, este conceito.

Estando a terminar uma legislatura seria interessante aferir qual a "pegada geracional" deixada pelo actual Governo. Seria importante sabermos, com rigor e independência, quais os custos para as gerações futuras de diferentes opções tomadas pelo actual Governo. Quando, quanto e como vão as gerações futuras pagar pela actuação do actual Governo ?

Por outro lado, já estando apresentados os programas de Governo de todos os Partidos (esgotando, assim, o grande argumento dos opositores do Partido Social Democrata que durante as últimas semanas apenas criticavam a não apresentação desse mesmo programa, como se houvesse um "timing" obrigatório para essa apresentação), igual exercício seria útil e clarificador.

O Partido Socialista, ignorando ou não percebendo, a actual situação nacional e o contexto internacional, continua uma defesa acérrima dos grandes investimentos públicos, seja rodoviários, ferroviários, aeroportuários, portuários e outros tantos. Quando confrontado com os custos e consequências futuras recorre aos chavões da competitividade e combate à periferia. Mas se queremos um debate político sério e sem subterfúgios, importa esclarecer quem, como, quando e quanto vamos pagar por essas opções.

Se esse exercício não for apresentado, ficamos com a convicção que o Partido Socialista só olha ao curto prazo e deixa para as gerações futuras uma factura demasiado pesada. Que ao Partido Socialista importa muito vencer as próximas eleições, mas interessa pouco o futuro do País. 

Lendo o programa que o Partido Socialista apresenta às próximas eleições, percebemos que deixaria uma "pegada geracional" demasiado pesada. Que as novas gerações não querem, nem tão pouco merecem.

Terá o Partido Socialista, e em especial o Eng. Sócrates, consciência da sua "pegada geracional" ?

 

publicado por Goncalo de Sampaio às 09:41

comentário:
Não! E a prova disso mesmo é o debate de ontem. O PM, apesar de falar em futuro (essencialmente no pessoal) continua agarrado ao passado, tentando fazer comparações sucessivas com "2004", esquecendo-se que antes de "2004" houve uma fuga do "pântano". Se alguém vive com desculpas e de lamurias do passado, apesar das condições quase inigualáveis que teve para governar, como pode ter consciência do presente e, mais difícil ainda, como poderá ter consciência do futuro?
Miguel Moreira da Costa a 3 de Setembro de 2009 às 10:47

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