UM BLOG APOIADO PELO INSTITUTO FRANCISCO SÁ CARNEIRO

02
Set 09

Tudo aponta para uma grande indefinição sobre os resultados eleitorais do próximo dia 27 de Setembro. Não tendo acesso a sondagens recentes, acredito que neste momento o empate técnico entre o PS e PSD mantém-se, com um número significativo de indecisos. E, como sempre, serão estes a determinar o resultado das eleições.

Como tenho vindo a defender, dois aspectos centrais vão estar em cima da mesa dos eleitores na hora de escolher o voto: a avaliação do trabalho realizado pelo PS na legislatura que agora termina, e a análise às propostas dos dois partidos. Na minha óptica, estes aspectos dão uma óbvia vantagem ao PSD. Em primeiro lugar porque Portugal é hoje, inquestionavelmente, um país mais atrasado e mais pobre do que em 2005. A grande promessa de José Sócrates, de colocar Portugal a convergir com a União Europeia, nunca passou de uma miragem, mesmo antes da crise internacional se abater sobre a nossa economia. Depois, porque o PSD apresenta nesta campanha uma inversão do modelo de desenvolvimento económico seguido nos últimos anos, que contribuiu para o atraso estrutural que Portugal enfrenta. A defesa pela redução do papel do Estado e o aumento da liberdade económica é uma das grandes bandeiras eleitorais do PSD.

Como tal, o PSD precisa de se afastar das armadilhas que o PS pretende colocar nesta campanha eleitoral, ao fazer desta um referendo sobre as oposições, especialmente sobre o PSD. Como vimos ontem na entrevista/monólogo de José Sócrates, o PS irá tentar que estas eleições sejam sobre o PSD e Manuela Ferreira Leite, escondendo as fragilidades e dificuldades que o país enfrenta, em grande medida, decorrentes das más opções seguidas pelo governo socialista. O PSD terá de continuar a apontar os erros gravíssimos do PS na Educação, na Justiça, na Segurança ou na Economia. É fundamental descrever as falhas da maioria socialista, e, já com o programa apresentado, mostrar de que forma o PSD irá fazer diferente, caso vença as eleições.  O país aspira a uma mudança profunda, e o PSD deve saber apresentar-se como o fiel depositário desse sentimento. Essa é a missão que o PSD deve encarnar nesta campanha eleitoral.

Também aqui.

publicado por Nuno Gouveia às 16:18

comentários:
O modelo económico neoliberal, depois da crise porque atravessamos, está esgotado. Não compreender isto, pensar que todas as medidas económicas, endeusadas nestes últimos anos, como as únicas e infalíveis medidas para atingir a “modernidade e o desenvolvimento” é de uma imensa ignorância histórica, é tentar voltar ao passado como se nada tivesse acontecido, é tentar recomeçar o que já provou encontrar-se errado. Os líderes actuais, educados e habituados à cartilha neoliberal durante anos, muito dificilmente compreenderão a insensatez e o despropósito histórico das suas velhas convicções.
“A defesa pela redução do papel do Estado e o aumento da liberdade económica é uma das grandes bandeiras eleitorais do PSD”, como se lê no Blog de apoio ao PSD, reflecte bem esta cegueira. O analista pretende apresentar tais anúncios como um grande feito, capaz de ganhar apoios e votos. E neste seu afim comete um tremendo erro de análise ao afirmar “depois, porque o PSD apresenta nesta campanha uma inversão do modelo de desenvolvimento económico seguido nos últimos anos”, como se estes “últimos anos” de governação Sócrates não fossem marcados pela adopção de medidas económicas e sociais neoliberais, como nunca antes um governo se atrevera a implantar. Sabemos, que de há muito o PSD deixou de ser um partido Social Democrata. Hoje, rivaliza com o PS pela adopção do modelo neoliberal. Critica Sócrates, não pelas medidas que ele tomou, mas pela sua falta ou menor eficácia.
Esta campanha está a tornar-se ridícula. Temos um Sócrates, a querer fazer-se passar por um político de esquerda e um PSD a acusá-lo de socialista.
ruy a 2 de Setembro de 2009 às 18:07

trtryryryryyryuyryruyurureuuuueieieieie
mariamedeiros a 2 de Setembro de 2009 às 23:38

Notem o seguinte:
José Sócrates fez os 2 melhores "discursos" da vida dele e da vida politica nacional. Pela entrevista e o debate desta noite, venham + 9 e José Sócrates já ganhou as eleições. Vamos ver os seguintes. Isto é só um aviso. Cuidado com o que vão dizer no próximo dia 12 (?).
Deixem-se de dizer mal e chamar a isso política. Deixem-se desses comentários,
como a outra pessoa fala, como se apresenta, como anda, porque fez um gesto,
tudo é teatro nos outros, etc, etc.... Isto é política ? que miséria é esta na política ?
É esta a política do PSD ? vai ser assim a campanha ?
Que tristeza meus amigos.... e eu que sou do PSD desde o 1º dia da s/existência.
Vejam bem, "façam política com as pessoas" não vamos fazer comícios.
É tudo assim. É assim que ganham eleições ? Cá estaremos no dia 27.
Não tomem nota destes recados e vão ver o que acontece !!!
Bárbara Colaço




mariamedeiros a 3 de Setembro de 2009 às 00:36

ECONONIA – Serviços ou Sector produtivo
Neste tema é preciso ser claro e o PSD tem de dizer se é possível exister uma economia só baseada em serviços ou se é necessário uma economia fortemente apoiada na produção.
Pois penso que um dos grandes erros é pensar que é possível uma economia só de serviços limitando o sector produtivo a uma categoria secundária .
Também penso que era importante que o PSD fosse claro no tema do outsourcing de actividades para países como a China, India e países de leste onde a mão de obra é muito mais barata e que levam a perda de postos de trabalho em Portugal. Este tema está ser amplamente discutido nos EUA e pelo Presidente Obama.
Abel Mascarenhas a 3 de Setembro de 2009 às 01:55

Escândalo na TVI

Sinceramente gostava que alguns membros do Partido Socialista como o Dr. Mário Soares, Dr. Manuel Alegre se pronunciassem sobre este facto pois eles têm a experiência de viver em ditadiura e sofreram na pele a censura imposta por um regime ditador.
Abel Mascarenhas a 4 de Setembro de 2009 às 02:53

5 coisas importantes sobre a TVI / Prisa / Governo
1 - Sabe-se que a Prisa, dona de jornais como o espanhol El País é próxima do PSOE de José Rodriguez Zapatero.

2 - Quando a Prisa quis comprar a TVI à empresa de Miguel Pais do Amaral, não houve qualquer tipo de questão colocada por parte do governo português, ao negócio.

3 - O mesmo não aconteceu quando, por exemplo, o Banco Santander comprou o Banco Totta & Açores, e outros negócios bem nossos conhecidos. Nessas alturas foi um "ai ai ai que os espanhóis nos estão a invandir".

4 - Porque será que no negócio TVI / Prisa o governo nada disse? Seria porque o negócio era de interesse do PSOE de Zapatero, e consequentemente do PS de Sócrates?

5 - A consequência disto tudo está à vista com a saída de José Eduardo Moniz da TVI e o cancelamento do programa de Manuela Moura Guedes.
Luis Melo a 4 de Setembro de 2009 às 17:10

pesquisar
 
Últimos comentários
Se o balanço do trabalho do IFSC é claramente posi...
"Que o país quer genericamente mais do mesmo, é ev...
O foco neste momento são as autarquias. Penso que ...
http://osocratico.blogspot.com/2009/09/as-ultimas-...
Mais uma vez repito: o método dHhondt tem consequê...
Portugal valia o esforço de um homem de bem. Pelo ...
Esta não é a geração rasca mas diria mesmo que exi...
Confesso que estava com algum receio dos eventuais...
Concordo totalmente. Aliás, há vários dias - antes...
Excelente comentário, claro e sucinto, sobre a rea...
Twitter
subscrever feeds
Últimas ligações para este blog
Twingly Blog Search link:http://novaspoliticas.blogs.sapo.pt/ sort:published

Blog Política de Verdade

Banners

Novas Políticas

Novas Políticas