UM BLOG APOIADO PELO INSTITUTO FRANCISCO SÁ CARNEIRO

20
Ago 09

A força é aquilo que pode alterar o estado de repouso ou de movimento de um corpo, ou de deformá-lo.

O Governo socialista entende que só o Estado tem esta força. A capacidade de alterar, movimentar ou de (de)formar. A presente governação fala exclusivamente do vector Estado. Todavia, esta força mais parece uma força centrífuga.

Ora, o Estado não pode nem deve fazer tudo. Os portugueses sabem e compreendem que já não podem olhar para a função pública como a única fonte de emprego, nem as empresas podem viver de subsídios estatais. Temos de crescer economicamente, aumentar a nossa produtividade. A recessão passará e o país tem de estar preparado para fazer parte do crescimento mundial. Aliás, só este crescimento poderá sustentar as indispensáveis prestações sociais. Temos de ambicionar: melhorar a competitividade das empresas, sobretudo das PME; diminuir o desemprego; reduzir drasticamente os privilégios (nomeadamente os do Estado); adoptar um novo modelo de Governação; não hipotecar as gerações futuras.

As grandes obras públicas, as grandes reformas do Estado (Educação, Justiça), as energias renováveis, ou a nanotecnologia, fazem parte de um conjunto de medidas ou políticas que embora necessárias, demoram muitos anos a produzir efeitos visíveis no crescimento económico.

As PME são o verdadeiro motor da nossa economia (representam 99% do tecido empresarial) e a principal fonte de emprego do país (responsáveis por mais de dois milhões de postos de trabalho), é forçoso que o Estado adopte medidas que aumentem a competitividade destas - ainda que perca receita.

Colocando as PME no centro da política económica, aumentaremos a produtividade e o emprego. Devemos adoptar as medidas que se traduzem em crescimento imediato. Impõe-se que o Estado pague imediatamente as suas dívidas e que adopte as medidas que possibilitem a participação das PME nas compras e contratação pública, revendo os critérios desta - em regra, de dimensão e não qualitativos - para que não prejudiquem as PME.

As pessoas, a sociedade civil, as entidades privadas, as associações privadas de solidariedade social, as corporações, os sindicatos, o diálogo e a concertação social são, para o Governo socialista, como na força centrífuga, um mero referencial inercial, isto é, sem aceleração.

É um grande erro pensar que o Estado pode e deve fazer tudo. Além do mais, constata-se que contraria as mais elementares leis da Física. A Força pode mudar um corpo. Contudo, a força centrífuga é uma pseudo-força ou força inercial - não é uma força real. É uma força aparente.
 

 

 

publicado por Sofia Rocha às 22:48

comentário:
"Penso que a Dra. Manuela Ferreira Leite pela primeira vez conseguiu chegar aos portugueses.
Neste momento é uma forte alternativa. Penso que seria importante depois de apresentado o programa de apresentar algumas figuras ministeriais, pois para os portugueses é obrigatória serem escolhidas pessoas com credibilidade sabendo assim qual seria a sua equipa de trabalho.
Isto seria no seguimento da política de verdade que é seguida pelo partido.
Igualmente penso que será muito importante que a Presidente do partido aposte também em quadros jovens do partido contribuindo para a sua constante renovação do partido uma vez que todos sabemos que os partidos têm a tendência de serem fechados.
Penso que é o momento de os militantes do PSD porem de lado as diferenças existentes e focarem naquilo que os une que é muito mais.
Esta acima de tudo é uma geração de Vontades e ideias.
""Esta é a nossa geração, este é o nosso momento e eu estou confiante que podemos vencer qualquer desafio desde que estejamos juntos.
Nós vamos reconstruir e recuperaremos o nosso país e Portugal ressurgirá mais forte do que antes.
Temos que aprender com o passado para construirmos o nosso futuro, temos que renovar as nossas instituições, as nossas alianças, temos que procurar as soluções deste novo século.
Esta é a nossa geração e esta geração recusa-se a desistir. ""
"
Abel Mascarenhas a 21 de Agosto de 2009 às 03:07

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