UM BLOG APOIADO PELO INSTITUTO FRANCISCO SÁ CARNEIRO

02
Jul 09

Há um momento, quando damos por garantido o mais fundamental na vida, que percebemos o risco de o perder. O dia-a-dia do ano de 2009 está a ser um momento assim. De risco e de perda. Não do risco natural de quem apostou tudo o que tinha, mas daquele que se deixou ficar enquanto o barco afundava. De perda dos alicerces da nossa vida política que permitem a nossa vida individual: Os direitos de cada um de nós imbuídos de responsabilidades sociais; o direito ao trabalho e ao benefício dos frutos que resultam do esforço que lhe entregamos; o direito de educarmos os nossos filhos, de cuidarmos do seu futuro. O direito de lhes deixarmos uma herança forte e não uma dívida pesada. O direito de começarmos de novo e não termos uma vida hipotecada. O direito a um sistema político estável, com uma responsabilidade política forte. Uma democracia próxima das pessoas, capaz de as ouvir. 

O convite para escrever neste blogue do Instituto Sá Carneiro, tinha como condição o não fulanizar o combate político. O desafio é escrever sobre políticas; fazer política. No dito momento de perda em que nos encontramos, não é difícil perceber o aliciante que este desafio se torna, nem complicado entender a sua urgência. Até porque são estes desafios e riscos, são estes momentos, os da verdadeira viragem. São eles música para quem gosta da política pura, da política ideológica, da política social. Em que o que há de melhor em cada um surge, aparece e seduz todos a fazerem o que podem pelo que estimam.

Com os diversos tipos de endividamento a atingirem valores impensáveis há poucos anos, os governos não terão vida fácil no futuro próximo. Muita coisa vai ter de ser explicada. Os governantes terão de ter a matéria muito bem estudada para que possam esclarecer as suas difíceis opções, possíveis quando a maioria da população compreender a magnitude do buraco onde se meteu.

Também iremos precisar de governantes com muita coragem e visão a longo prazo, discernimento e desprendimento pessoal, para que aguentem o barco e não enjoem a bordo.

Enquanto isso nós vamos dando o nosso contributo.
 

publicado por André Abrantes Amaral às 13:27

comentários:
E já agora, coragem para viver com o facto de o nº de seres humanos que morrerão de fome este ano ter atingido o milhar de milhões. Ou seja em crescimento contínuo .
« As pessoas acreditam no que querem, apesar de todas as evidências. » Winston Churchill.

«Don`t worry, be happy!»
Fulano a 2 de Julho de 2009 às 16:04

Foi um engano na transcrição da notícia, o número refere-se a pessoas que não terão acesso a alimentação suficiente. O nº de mortos por inanição também era referido no artigo do Público de quinta-feira e de que não recordo o nome do autor.
Se não estou em erro os nºs apresentados eram da F.A.O.
Fulano a 3 de Julho de 2009 às 10:58

ola bom dia realmente concordo com o paragrafo final do post vamos mesmo precisar desses governantes com visao mas virao de onde? do psd? nem sa carneiro nem mota pinto nem cavaco nem barroso nem santana demonstraram essa visao havera alguem no psd com essa visao?agradeço que me avisem se for o caso passar bem
sefazfavor a 3 de Julho de 2009 às 08:53

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