UM BLOG APOIADO PELO INSTITUTO FRANCISCO SÁ CARNEIRO

13
Ago 09

A estratégia de combate eleitoral do PS está definida: por um lado, explorar o mito de que o PSD não tem, nem terá programa ou ideias para o país; por outro lado, apostar na já muito batida demagogia de que o PSD, no fundo, esconde um temível projecto político assente no nefasto neo-liberalismo que conduziu o país e o mundo a uma crise sem precedentes.

 

Quanto ao programa e às ideias, convém recordar que, em pouco mais de um ano de mandato, esta direcção do PSD conseguiu recuperar o que há muito tinha desaparecido no partido: núcleos de suporte onde se produz pensamento político estruturado, de médio/longo prazo. Veja-se o excelente trabalho efectuado pelo Instituto Francisco Sá Carneiro, repare-se na recuperação do há muito esquecido Gabinete de Estudos do partido. Incentivados pela Direcção do PSD, estes organismos, em muito pouco tempo, conseguiram atrair pessoas das mais diversas áreas da sociedade civil que ajudaram a produzir muitos documentos de análises e ideias sobre as mais diversas matérias que preocupam os Portugueses.
Reconheço que a política de hoje vive muito mais de momentos instantâneos do que de pensamentos políticos minimamente aprofundados. Na política da TV em directo, este PS é hábil (embora os portugueses já estejam um bocado cansados de tanta gritaria política). No que respeita à política de fundo, revelou-se um partido bastante oportunista (sim, oportunista, não com sentido de oportunidade). Começou, e bem, como um Governo próximo de uma 3.ª via liberal, mas, perante a crise, entendendo a fraca popularidade daquele discurso, termina como um partido socialista quase radical, apostado na demagógica ideia de que o Estado é quase o Deus e guia de toda a sociedade e o único capaz de nos livrar de todo o mal. Este é o PS que se apresenta a eleições: um PS que confunde política social com demagogia socialista.
Não me parece que o PSD esconda qualquer “temível” projecto político neoliberal. O PSD é um partido tão preocupado com questões sociais como o PS. Felizmente, tem a liberdade para entender o papel do Estado de uma forma diferente. Um Estado presente, mas que não sufoque os cidadãos. Desconheço qual é o conteúdo do Programa de Governo que o PSD apresentará no final deste mês, mas acredito que será uma ideia de governo que entenderá que o liberalismo económico, mitigado com o papel regulador e social do Estado, é a alternativa capaz de vencer o socialismo demagógico. Uma alternativa de progresso…
publicado por Francisco Proença de Carvalho às 13:42

comentários:
O que é o PSD ? “direita” ou “esquerda”?
Tenho para mim que o PSD é um partido com um objectivo concreto que tem como finalidade a melhoria das condições de vida das pessoas tendo particular atenção pelas pessoas com rendimentos mais reduzidos e daqueles que estão neste momento sem rendimentos. Um partido onde as famílias são a célula fundamental da sociedade e onde o estado tem que ter um papel obrigatório para que a diferença entre ricos e pobres seja cada vez menor.
É portanto um partido que abrange o “centro” o “centro-esquerda” e o “centro-direita”.
É necessário que esta mensagem passe para os portugueses se é esta a mensagem que o PSD tem pois o PSD está sempre a ser conotado com o capitalismo e com o neoliberalismo . Pode até haver quem pense assim mas o PSD como partido penso que deve assumir que é a favor de uma economia regulada. “Economia regulada “ - deve ser este o conceito que deve ser transmitido aos portugueses para que não haja dúvidas e para não entrar em polémicas filosóficas sobre o capitalismo ou neoliberalismo e as suas várias formas.
Penso que é o momento de assumir claramente o que fazer com as situações limite:
1– Política de criação de emprego para a redução da taxa de desemprego
2- Desempregados sem subsídio de desemprego
3- fixar um rendimento mínimo para famílias com filhos
4- Redução de Impostos para as PMEs.
5– Mudança da lei penal para crimes económicos com um quadro de resolução entre 1 a 2 anos no máximo.
6– As listas de espera na saúde e o tempo de espera para uma consulta.
7– Aumento da segurança com a redução do nível de criminalidade.
8– Eleição da carreira e do papel do professor como factor determinante no desenvolvimento da sociedade e progresso do estado democrático.

São para estes tópicos do dia a dia que a generalidade dos portugueses quer ouvir posições claras.
Estou confiante que o PSD se souber ouvir os portugueses saberá fazer este caminho.
É preciso ouvir as pessoas e aproveito para felicitar o IFSC pelo trabalho desenvolvido assim como todos os participantes. Penso que era positivo fazer algumas sessões presenciais por tema onde fosse possível agregar os contributos dados e onde o debate de ideias fosse possível de uma forma mais directa.
Abel Mascarenhas a 14 de Agosto de 2009 às 02:19

“Holocausto do Estado”

Todo o modelo não social cristão, derivado de um socialismo de interesses, burguês, falso, proveniente do comodismo do “status quom” maçónico, escondido por vergonha e manipulador de um Estado, já por si censor e vigilante, quando coadjuvado pelo grande capital e comunicação social, ciclicamente fará abrir novas rupturas sociais, outrora saradas, ao seu belo prazer, de contínuo interesse. Eleva-se então a Moral, não a social de novos costumes (de viciosa culturabilização extrema-esquerdista), mas a da tradição enraizada nos valores da Cristandade. Será imperativo recolocar a doutrina/dogma: Cristianismo ou Comunismo? – “quem adora um Senhor não pode adorar outro” – “Quem adora Deus não pode adorar o Diabo”!!! Esta mensagem metafórica, (ou não), destina-se a todo um público alvo, consciente de que os seus valores, estão a ser postos em causa na praça pública, para além de ter como guia este Estado desvirtuado, que ora entra , ora sai do lar ou cama de cada um. Nas questões sociais fracturastes, como o aborto; eutanásia; casamento homossexual; liberalização das drogas; sede-se a facilitismos da morte em vez da vida , do estado em vez da família , ciclo da “bola de neve” do “agora apetece-me, mas afinal já não me apetece e até não me importo”. Se o Anarquismo - a nova variante da ordem “comuna”- diz “Querer ir sozinho”, a Ordem , sempre democrática (do conservadorismo-liberal e do sócio-liberalismo), - do antigo paradigma democrata-cristão versus social-democracia – obriga a que essa [ordem] não seja feita á custa de marionetas e jogos de pouca-dura. O Sacrifício do Estado, entendendo-se como ordem, só se justifica com o não continuar do “estado a que chegamos”. Que não se confunda um estado comprometido socialmente, solidário, socializador ou socializante, com um mau estado socialista, colectivista e resignante, da Mega-providência, de um qualquer céu da utopia ora marxista–Leninista, até Estalinista e agora na moda Trotskista. É imperativo que se consiga aproximar à realidade social, através de quem e com quem, bem actua nela [sociedade] – instituições e associações de solidariedade social. Torna-se então responsável o estado por premiar o mérito a inter-ajuda e responsabilizar a sociedade por essas acções, é incompetente portanto aquele que não o fazendo, toma para si o Estado, burocrata, tecnocrata, centralista e distante, portanto mal gestor e incompetente, que das migalhas, parte e reparte, sem arte alguma, e deixa os males por todos nós…
diogo josé costa goes a 26 de Agosto de 2009 às 16:47

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