UM BLOG APOIADO PELO INSTITUTO FRANCISCO SÁ CARNEIRO

11
Ago 09


Há quase cinco anos, José Sócrates apresentou-se como um grande reformador. Furiosamente, atirou-se a todos os sectores, tanto no estado social (saúde, educação, segurança social) como no estado de direito (justiça, segurança). Os "planos" multiplicaram-se, acompanhando as sucessivas visões para os problemas crónicos. De início não tão furiosamente, foram surgindo as críticas. Aparentemente, os planos de reforma pareciam feitos em cima de joelho, ou só se aproveitava o que enche o ecrã. O melhor exemplo? O plano tecnológico, evidentemente. Uma medida importante e ambiciosa acabou numa caricatura de si mesma: a distribuição gratuita de computadores infantis, com resultados duvidosos do ponto de vista da educação e escandalosos do ponto de vista dos acordos entre estado e empresas ligadas ao negócio. O saldo é claríssimo: mudanças para pior (como o SIADAP, motivo de notícias diárias), mudanças que mais não são do que corta-fitas fictícias, mudanças congeladas e chutadas para canto à mínima décima de descida nas sondagens.
É disto que falamos quando pedimos credibilidade. É disto que falamos quando dizemos que não faz sentido fazer mais promessas. Portugal precisa de reformas. Certo. Nisso, todos os partidos estão de acordo - e ainda bem. O problema está no tipo de reformas, e na forma como são feitas. A solução PS, já a conhecemos de gingeira: primeiro, apresenta-se o plano mais radical, contra todos; depois, com o descontentamento, anula-se o trabalho feito, e fica-se no nada. Manuela Ferreira Leite propõe outra via: primeiro, as reformas parte da realidade, e não da ficção criada para o objectivo espectacular; depois, as reformas dizem respeito a áreas definidas como prioritárias. No programa eleitoral, tudo é prioridade, como se fosse possível resolver todos os problemas de uma só vez. Esse pensamento fantasista é só mais do mesmo, e bem sabemos os fracos resultados que consegue. A escolha entre uma visão e outra torna-se bem clara.

publicado por Ana Margarida Craveiro às 14:16

pesquisar
 
Últimos comentários
Se o balanço do trabalho do IFSC é claramente posi...
"Que o país quer genericamente mais do mesmo, é ev...
O foco neste momento são as autarquias. Penso que ...
http://osocratico.blogspot.com/2009/09/as-ultimas-...
Mais uma vez repito: o método dHhondt tem consequê...
Portugal valia o esforço de um homem de bem. Pelo ...
Esta não é a geração rasca mas diria mesmo que exi...
Confesso que estava com algum receio dos eventuais...
Concordo totalmente. Aliás, há vários dias - antes...
Excelente comentário, claro e sucinto, sobre a rea...
Twitter
subscrever feeds
Últimas ligações para este blog
Twingly Blog Search link:http://novaspoliticas.blogs.sapo.pt/ sort:published

Blog Política de Verdade

Banners

Novas Políticas

Novas Políticas