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11
Ago 09

O artigo de opinião que o primeiro-ministro, José Sócrates, escreve hoje no JN assume especial importância não apenas pela gravidade do que lá se diz, mas também por ser quem o diz.

São 23 parágrafos recheados de politiquice, inverdades, ameaças do género se não formos nós é o caos, que se poderiam até permitir (com um enorme desconto) se porventura o PS estivesse estado estes anos todos na oposição.

O problema do texto do PM é que roça a candura ingénua, de alguém que parece querer convencer os Portugueses que não tem quaisquer responsabilidades pelo estado do País nos últimos anos. Logo no segundo parágrafo, Sócrates lembra os mais esquecidos que é urgente “superar a crise que veio de fora”. A culpa não morre solteira e, de preferência, até vem de longe…

Mas o que mais assusta no texto de Sócrates não são tanto as medidas avulsas que surgem para, alegadamente, fazer “o caminho do futuro”. É, principalmente, a persistência no erro num caminho que, comprovou-se, está longe de servir Portugal, num Governo que teve condições ímpares para fazer as tão proclamadas e necessárias reformas que o País tão necessita.

E bem pode o PM falar no trabalho desenvolvido nesta legislatura. Ao contrário do que afirma no seu texto, a Segurança Social continua em alto risco (e continuará enquanto a natalidade não for incentivada com medidas concretas de apoio à Família e o pagamento de benefícios sociais como o Rendimento Social de Inserção for dado indiscriminadamente durante anos…) e as contas públicas não estão em ordem (a despesa do Estado tem vindo progressivamente a aumentar…).

E depois, Sócrates vem falar de áreas que, poderíamos dizer, são a menina-dos-olhos socialista, mas que não coloca comida na mesa: a generalidade de acesso às tecnologias de informação (as famílias agradecem os Magalhães, muitos dos quais estão no prego…), a balança tecnológica positiva (seja lá o que isso for…), a dianteira Portuguesa nas energias renováveis (uma política que se resume aos painéis solares…).

publicado por Francisco Mota Ferreira às 13:09

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