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07
Ago 09

Da série referida no meu post de 6 de Agosto, apresenta-se o 2º Mito: A investigação tecnológica em Portugal

 

O Estado tem vindo a atribuir verbas significativas para a investigação tecnológica. Na maioria, em pura perda.

Os investimentos em investigação tecnológica são importantes e decisivos, se se concretizarem em inovação, mas inovação entendida como a criação de novos produtos susceptíveis de serem comercializados. Pois só esses geram produção, criam emprego, riqueza e desenvolvimento. Como tal, sem prejuízo de uma investigação fundamental, o que se exige é uma investigação tecnológica virada para as empresas e para a inovação, que crie produtos e mercados e não uma investigação que vise meros objectivos particulares do próprio Laboratório, ou feita a gosto do investigador.

O exíguo número de patentes registadas e, sobretudo, o escassíssimo número de novos produtos criados em Portugal, define que este último é o tipo de investigação que, salvo raras excepções, se faz neste país.

Ao contrário, em Centros onde a investigação é a sério, por exemplo, na Universidade de Austin, o lema é: investigação que faça a diferença: capacidade de comercialização.

Claro que admiro o patriótico esforço que muitos fazem, ao salientar que há empresas de excelência, inovadoras, “o país da COTEC”. Infelizmente esse não é o nosso país. Uma andorinha não faz a primavera...

Acabar com o mito seria obrigar os Centros de Investigação do Estado a estabelecer e dinamizar parcerias com as empresas (cujo investimento já ultrapassa o do Estado), com vista a desenvolver programas de investigação aplicada, com prazos estabelecidos, com metas parciais a atingir, com orçamentos aprovados, e com hierarquia definida, sob o controle das empresas. No âmbito dessa política, os Centros Tecnológicos que, num prazo razoável, a definir, não tivessem concretizado tais parcerias, seriam encerrados.

Tal como estamos, a investigação tecnológica em Portugal é um mito e constitui puro desperdício grande parte do dinheiro que o Estado nela investe.

publicado por a. pinho cardão às 10:00

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