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Jul 09
 
Nos 35 anos da nossa experiência democrática comum conseguimos várias grandes realizações. Da substituição das estruturas da ditadura que vigorou durante quase 50 anos à institucionalização da democracia, da descolonização de um dos mais antigos e vastos impérios ultramarinos do mundo à integração na Europa Comunitária, de uma estrutura económica em que mais de metade da capacidade produtiva do país pertencia ao Estado a uma economia de mercado.
A este respeito vale a pena deixar aqui o testemunho de um protagonista externo da nossa transição para a democracia:
«(...)tem sido uma experiência muito inspiradora observar um país a emergir de 50 anos de ditadura, separar-se de um dos mais vastos impérios coloniais do mundo, estar à beira de uma nova forma de totalitarismo e recuperar através da vontade do povo – e sublinho isto, porque, em retrospectiva, foram claramente as eleições livres o ponto de viragem na situação portuguesa – para ver instituições democráticas estabelecidas e os militares regressarem voluntariamente aos quartéis e para as suas missões profissionais. Sublinho que isto foi feito num período de dois anos sem qualquer derramamento significativo de sangue. Parece-me que é um caso único na história do mundo»
Os desafios que se colocam hoje a Portugal são diferentes, mas a sua importância não é menor. O desemprego, a pobreza, a educação, a justiça, a saúde e o desenvolvimento regional são, na actualidade, o equivalente da conquista da democracia, da integração europeia e da liberalização da economia de há três décadas atrás.
Se olharmos para o passado recente há uma conclusão primordial a extrair: sempre que foi necessário os portugueses mobilizaram-se e souberam realizar grandes feitos. Não há nenhuma razão para que hoje seja diferente.
publicado por Tiago Moreira de Sá às 18:20

comentário:
Caro Tiago
Vou andar à espreita. Não se esqueça de incluir África no mapa ideológico social-democrata. Faz muita falta o tema. Sobretudo a África social e política, dado que a nível económico felizmente muitos preconceitos já foram vencidos. Mesmo que se tenha de passar pela fase A (a do preconceito) para se chegar à fase B (a da conversa entre parceiros iguais e adultos). O debate está algo «amarrado». Não vale a pena esconder: esse é um dos temas incómodos porque existem algumas franjas no nosso campo político que alimentam ora estereótipos, ora um «reprimido» africano. Mas não podemos dar de bandeira esse campo de afirmação humanista, cultural ou política à «esquerda». Um abraço.
Gabriel Mithá Ribeiro a 1 de Julho de 2009 às 23:08

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