UM BLOG APOIADO PELO INSTITUTO FRANCISCO SÁ CARNEIRO

22
Jul 09
Através do Miguel Noronha, do Insurgente, fui parar a este post do Vítor Bento, da SEDES.
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«[O] Diário Económico (…) dedica[-se [hoje] à “divulgação” [da] Terceira Travessia do Tejo (TTT). Mesmo descontando o propósito do exercício, o conteúdo da “divulgação” tem informações interessantes.
Assim e quanto à TTT, fica-se a saber que “‘o projecto não apresenta rentabilidade financeira’ por si só, quer na componente rodoviária, quer na ferroviária, gerando um prejuízo previsível de mil milhões de euros”. No entanto – surprise! – este prejuízo financeiro é transformado numa “taxa interna de rentabilidade económica (TIRE) de 20.47% [!!] e um valor actualizado líquido económico (VALE) de 9.8 mil milhões de euros”. Como?! Ahah, “pelos benefícios obtidos com a redução do tempo médio de viagem das travessias sobre o Tejo, pela redução dos custos operacionais dos carros que dessa forma se consegue e pelo impacto positivo em termos ambientais”. E mais: com “O aumento de produtividade [?!], a criação de mais 3.800 empregos na fase de construção e de 163 na fase de operação, assim como o facto de potenciar o transporte ferroviário de mercadorias”.
Ou seja, as componentes objectivas do projecto dão um prejuízo financeiro de mil milhões de euros, mas as componentes da mais pura e arbitrária subjectividade dão um benefício “económico” de 11 mil milhões. Com este método, há algum projecto que alguma vez dê prejuízo?! Só me surpreende a modéstia, e o desamor ao País, de quem, perante uma rentabilidade económica de 20.5% e uma economia com tão baixo potencial de crescimento económico, apenas queira construir uma ponte e não duas ou três
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Sugiro aos mobilizados do costume que preparem mais um manifesto, mas desta feita com 101 assinaturas, porque é esmagador e mais bonito. O manifesto deve recordar o facto histórico de que Keynes sempre foi a favor de várias pontes sobre o Tejo, e não deve descurar a verdade eterna de que com "vontade política" (noutros tempos, ou para outras pessoas, a expressão mais adequada seria talvez "fervor socialista") tudo se faz. Com "vontade política", as taxas de rentabilidade dos investimentos, os salários, a produção, a temperatura da água do mar, tudo se resolve em nosso proveito. O problema é que andam para aí uns tipos que não têm "vontade política". É por isso que tenho toda a confiança de que os autores do novo manifesto não se importarão de intitulá-lo "O TRIUNFO DA VONTADE".
publicado por Miguel Morgado às 14:32

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