UM BLOG APOIADO PELO INSTITUTO FRANCISCO SÁ CARNEIRO

17
Jul 09

Vários militantes do Partido Socialista, com especial destaque e particular insistência para Manuel Alegre, têm, publicamente, comentado, qual deverá ser a opção do Partido Socialista, caso, ganhando as eleições, não as ganhe com maioria absoluta. Na sua opinião, a opção passará sempre por um entendimento com as forças à esquerda do PS.

Estranhamente, ou talvez não, a posição oficial do Partido Socialista é o silêncio, ignorando de forma ostensiva, e quase provocatória, essas mesmas opiniões.

Mas a questão é de facto importante e merece reflexão

Por uma questão de legitimidade, o Partido Socialista, como aliás todos os outros, devem clarificar a sua posição nos diferentes cenários que poderão surgir na noite eleitoral.

O Partido Socialista continua a afirmar que o seu objectivo é ganhar com maioria absoluta. Contudo, sendo tal cenário, cada dia que passa mais irrealista, esse argumento torna-se quase ofensivo para os eleitores, por demonstrar que o que se pretende é fugir à questão.

Os Portugueses têm o direito de saber o que os Partidos se propõe fazer com o seu voto, nos diferentes cenários.

E mais importante essa clareza se torna no momento particularmente difícil que o País atravessa. Este não é tempo de agradar a todos, atirando as questões incómodas para depois das eleições.

Exige-se, em todas as questões, clareza e frontalidade. É preciso Verdade.

Nomeadamente na primeira dessas questões, que é a da criação de condições de governabilidade. Por muito fracturante e difícil que o assunto seja no interior do Partido Socialista.

Com a actual liderança do Partido Socialista tem sido evidente o constante "piscar o olho" a todos os eleitorados. Não se pode é exigir que o eleitorado vote de olhos fechados.

publicado por Goncalo de Sampaio às 14:51

comentários:
Primeiro que tudo, parabéns pela iniciativa. Um blog de um partido que conta com caras novas demonstra que há vida para além da direcção e das guerras partidárias. Penso que é este tipo de comunicação que pode restaurar a confiança e o interesse das pessoas na actividade política. Especialmente os que, como eu, ainda não têm idade para votar. Eu espero que dentro de dois anos possa escolher, entre várias alternativas credíveis, uma equipa dinâmica, competente que demonstre vontade em trabalhar para viver num país melhor.

É aí que todos falham redondamente. Esperar-se-ia que cada partido apostasse num plano assente em meia-dúzia de pontos-chave (e aqui é que se devem distinguir as políticas: os partidos de direita mostrar-se-iam mais liberais) para melhorar a situação do país. Poderiam apostar em áreas vitais da economia para uma recuperação rápida que financiasse (num segundo mandato) outras reformas estruturais. Ou então poderiam apostar primeiro na resolução dos problemas sociais, esperando que essa estabilidade melhore a performance das nossas empresas.

Mas não! Todos continuam a elaborar programas que resolvem em quatro anos o que não se resolveu em décadas. Propõe reformas em todos os sectores da economia e do estado-previdência. Certo é que ao fim de quatro anos nada foi concluído (ou para evitar problemas, algumas reformas nem são iniciadas). Resultado: boas reformas para quem partilhou o poder durante esses 4 anos, ganhamos mais alguns comentadores de tv e o país continua na mesma.
É por isso que não compreendo quando o autor diz que "Com a actual liderança do Partido Socialista tem sido evidente o constante "piscar o olho" a todos os eleitorados." O PSD nada fez para se distinguir. Não se esforçou para agradar a liberais ou a conservadores. Limita-se a copiar a táctica do Bloco de Esquerda contestando tudo o que é feito e não apresentando alternativas válidas.

Isto não é nada de novo. Novo seria um partido mostrar que tem ideias próprias. Novo seria cooperar com os restantes partidos e demonstrar que, apesar das ideologias diferentes, todos trabalham para um país melhor. Novo seria que as pessoas que foram bem-sucedidas vida quisessem partilhar a sua experiência (Dr.Alexandre Relvas/logoplaste por exemplo) e não que se submetessem ao poder político para subir na vida. Isso sim, seria política de verdade.

Escrevi isto num blog do PSD porque foram aqueles que mais me cativaram com a sua nova imagem mas também foram aqueles que mais me desiludiram quendo me apercebi do "conteúdo".

Lamento se "fugi" ao tema.
Continuação de bom trabalho com o blog e no instituto.
Miguel Romão a 18 de Julho de 2009 às 17:27

O PSD já definiu o que vai fazer no caso de não ganhar com maioria absoluta? Gostávamos era que o maior partido da oposição discutisse ideia em vez de insistir neste tipo de discursos, isto é próprio de conversa de café sobre o futebol, não de um partido que aspira a formar um governo daqui por alguns meses...
Martes a 18 de Julho de 2009 às 23:32

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